Queijaria Vale da Gurita

Nascemos de uma paixão... ou melhor, de várias paixões.

Paixão pelo queijo.

Paixão pelas pessoas.

Paixão pela Canastra.

Paixão pelo Brasil.

Era uma fazenda. Era para ser apenas um refúgio.

Mas como estar aqui e não reparar nesses sabores,
nesses abraços, nessa alegria?

Como estar aqui e não reparar nessa natureza, nesse saber centenário,
nessa artesania que tanto nos pertence?

E o encanto cresceu. E estudamos. E nos empenhamos.

Buscamos toda a nossa coragem para começar essa nova jornada.

E que jornada! Uma caminhada e tanto.

Nos lembra as escaladas, as trilhas, as aventuras pela serra.

Os desafios são diários.

Mas valem cada madrugada passada em claro, cada tombo, cada lágrima.

Ô se valem!

Somos jovens. Mas já fomos longe. E vamos mais.

Atravessamos a montanha, atravessamos o mar e fomos
brilhar lá na Europa.

Na terra dos queijos mais conhecidos do planeta!

 

Somos jovens. Somos tradição.

Somos jovens. Somos queijeiros.

Somos jovens. Somos canastreiros.

Somos Brasil. Somos cultura. Somos sabor.

Somos Queijaria Vale da Gurita.

A Queijaria Vale da Gurita foi pioneira na produção de Queijo Minas Canastra Artesanal regularizado na região de Delfinópolis. Angariamos conquistas que nos trazem uma alegria imensa e um desejo de seguir produzindo diariamente o melhor queijo para quem aprecia o bom Canastra.

Atualmente, produzimos o Queijo Minas Artesanal Canastra, segundo as regras de boas práticas de fabricação de acordo com a legislação brasileira. Desde o início, também somos associados à Aprocan (Associação dos Produtores de Queijo da Canastra). Caso você queira conhecer de perto a nossa produção, venha nos visitar na própria queijaria, onde recebemos diariamente os apreciadores de um belo Queijo Minas Artesanal e de outros sabores típicos da nossa Canastra.

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A ARTE DO QUEIJO MINAS ARTESANAL CANASTRA

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Há mais de 200 anos se faz queijo na região da Serra da Canastra. Essa deliciosa tradição é passada de geração em geração. Desde cedo, as crianças já aprendem esse saber precioso, querido, único. Ao longo dos anos, a produção de queijo Canastra foi evoluindo, se ajustando às normas e boas práticas exigidas, alcançando uma excelência hoje reconhecida mundialmente.
Algumas características são típicas do Canastra Artesanal: casca amarela por fora, macio por dentro, sabor forte, baixa acidez, leve picância. Um queijo denso e encorpado. Um deleite à primeira mordida. Uma arte centenária.

Conheça a seguir os segredos dos produtores de Queijo Minas Artesanal Canastra para alcançar um resultado tão especial.

Não recebe nenhum tratamento térmico. O leite tem de ser puro, cru (não pasteurizado). E a massa do queijo não passa por aquecimento.

O queijo precisa ter maturação de ao menos 22 dias.

É produzido artesanalmente em queijarias espalhadas pela Serra da Canastra.

O que é um autêntico Queijo Minas Artesanal Canastra?

É um queijo produzido em uma das sete cidades reconhecidas como região da Canastra: Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Tapiraí e Vargem Bonita. Se não for dessa região, não é Queijo Minas Artesanal Canastra verdadeiro.

É produzido do começo (coleta do leite) ao fim (comercialização) na mesma propriedade. É feito apenas com quatro ingredientes: leite cru, coalho, pingo e sal.

PASSO-A-PASSO DO QUEIJO MINAS ARTESANAL CANASTRA VALE DA GURITA

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Fazemos duas ordenhas diárias, em uma sala coberta e higienizada. O leite é transferido por um tubo de inox para a fabricação, depois é filtrado por duas vezes , procurando manter a temperatura natural do momento da ordenha, e sem risco de contaminação.

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Na sala de produção, o leite recebe o coalho e o pingo, fermento natural feito a partir do soro escorrido dos queijos que estão descansando feitos no dia anterior. Cada produtor usa seu próprio pingo, é como uma marca registrada da queijaria.

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OS QUEIJEIROS

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Arnaldo

Arnaldo Adams Ribeiro Pinto é arquiteto de formação. Após uma breve trajetória na arquitetura, decidiu se dedicar aos negócios da família. Por 26 anos foi o responsável por uma indústria de máquinas agrícolas. Desde 1986, frequenta a Serra da Canastra. Era um local querido, que se tornou mais presente após a aquisição da Fazenda Águas Claras, em 2000. Sempre ligado à terra, decidiu criar a Queijaria Vale da Gurita em 2015. Atualmente, se divide entre o queijo da Gurita e o café, na Fazenda Morada da Prata. “O Queijo Minas Artesanal é um importante resgate da nossa cultura, da nossa tradição. É uma alegria ver as pessoas vivendo efetivamente de um produto que é maravilhoso, nosso, brasileiro, legítimo.”

 

Rose

Roselânia Maria dos Santos tem 45 anos. Nasceu em Franca (SP), mas foi para Delfinópolis há 14 anos. Em 2018 veio com Saulo para contribuir na produção dos queijos da Queijaria Vale da Gurita. Até então fazia muitas coisas, mas não queijo. Há cerca de dois anos aprendeu todo o processo e passou a acompanhar Saulo na produção dos queijos. O cuidado imenso a tudo o que se dedica aparece em cada uma das 30 peças que faz diariamente. Atualmente é a responsável pela produção na queijaria, onde bate ponto às 5h da manhã. Começa na ordenha, depois vai para a queijaria onde fica o dia todo cuidando da produção. “Ah, quando soubemos dos prêmios sentimos de um tudo. Era só choro. É muita emoção. No começo foi difícil, a gente teve de se adaptar. Cada erro, cada queijo perdido era uma tristeza. Então a gente se dedicou. O prêmio na França foi uma superação muito grande. Mas nossa maior alegria é ver quando alguém saboreia o queijo que a gente fez. Você vê no semblante que a pessoa está gostando. Isso é muito gratificante.”

 

Saulo

Saulo Antonio Lopes se define como um “canastreiro nato, sertanejo”. Nasceu e foi criado no Vale da Gurita. Ali aprendeu o ofício do queijo ainda criança, quando tinha apenas 7 anos. Em 2018, assumiu a produção dos queijos da Queijaria Vale da Gurita. Uma parceria que já rendeu muitos frutos, prêmios e boas amizades.
Aos 59 anos, se considera realizado. Saulo é hoje o responsável pelo currau e por tudo o que é “ordenha para fora”, ou seja, cuidar do gado e das outras tarefas fora da queijaria. “O queijo é uma dedicação. Você tem de ficar de olho o tempo todo. Tem de virar duas vezes por dia, analisar o queijo, ver se ele tá te mostrando alguma coisa. Porque o próprio queijo te conta se está bem ou não está.”